quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Diane Arbus



Diane Arbus 1923-1971

Diane Arbus se casou aos 18 anos com o fotografo Allan Arbus com quem aprendeu a fotografar. Depois de se separar, aprendeu com Alexey Brodovitch e Richard Avedon. No início dos anos 1960 deu início à carreira de fotojornalista e publicou na Esquire, The New York Times Magazine, Harper`s Bazaar e Sunday Times, entre outras revistas. Usava uma máquina reflex de médio formato Rolleiflex com dupla objetiva e experimentou com o uso do flash durante o dia, permitindo destacar a figura principal do fundo das fotografias.

Em Julho de 1971 suicidou-se tomando barbitúricos e cortando os pulsos. O catálogo da exposição retrospectiva que o curador John Szarkowski concebeu, em 1972, tornou-se num dos mais influentes livros de fotografia. Desde então, foi reimpresso 12 vezes e vendeu mais de 100 mil cópias. A exposição do MoMa viajou por todo o país e foi vista por 7 milhões de pessoas. No mesmo ano, Arbus tornou-se a primeira fotógrafa americana a ser escolhida para a Bienal de Veneza.

Diane Arbus fotografou essencialmente pessoas à margem da sociedade e pessoas comuns em poses e expressões enigmáticas, sendo essa a temática principal de sua fotografia, ou seja, "o outro lado", mais angustiado, da cultura americana.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Feriado para comemorar?

Feriado da consciência negra por Angeli

Ainda temos muito a evoluir!!

Technews



Fujifilm pode lançar mídia de 1TB até 2015
A Fuijifilm desenvolveu uma tecnologia que funciona com a absorção de fótons. Tal tecnologia permite armazenar até 20 camadas de 25GB em um único disco. O melhor de tudo é o custo de produção de tais mídias, que seria inferior a de um disco Blu-Ray.
Os discos de 1 TB ainda estão em fase de desenvolvimento, mas a Fujifilm informou que, se tudo correr conforme o planejado, deve lançar as novas mídias em 2015, com as versões de 15 terabytes chegando às lojas pouco tempo depois.Transcend anuncia SSD de 128GB com Wi-Fi
Com um tamanho de 99x54x16,5 mm, o SSD pesa 90 g e não precisa estar conectado sempre a energia. Sua bateria interna tem autonomia de até seis horas de uso. Já o Wi-Fi suporta 802.11 b/g/n e permite que o drive seja parte de uma rede wireless ou servir até cinco clientes em um raio pequeno.
Outros destaques são o fato de poder ser controlado por apps para smartphones que são encontrados tanto na Apple Store quanto no Google Play. Para carregá-lo, basta conectar em uma USB2.0 ou 1.1.
Ainda sem data de lançamento, a versão de 128GB custará US$ 150. Não há previsão para chegada deste SSD no Brasil. 

Fonte: Baboo e Tecmundo

domingo, 18 de novembro de 2012

Morte e Vida Severina



— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).

 
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.


João Cabral de Melo Neto
In “Morte e vida severina”

sábado, 17 de novembro de 2012

Photo News



Spencer Tunick é mestre em mostrar o que o olho nu deixa escapar. Em suas obras, o artista americano (de preto e megafone na mão, nesta imagem) reúne grandes públicos e os fotografa sem roupa. A mais recente "instalação" dele foi feita na vila de San Miguel Allende, no Estado mexicano de Guanajuato, no dia 4 de novembro. Segundo a "Reuters", 153 pessoas posaram para as lentes de Tunick, cobertas apenas por um lençol, por ocasião do Dia dos Mortos, celebrado no México no início do mês. O nome da última obra do fotógrafo é "Espíritos"

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Nosferatu



Título original: Nosferatu - Eine Symphonie des Grauens
Ano: 1922
País: Alemanha
Duração: 81 min.
Gênero: Terror
Diretor: F. W. Murnau
Elenco: Max Schreck, Gustav von Wangenheim, Greta Schröder, Alexander Granach, Georg Heinrich Schnell, Ruth Landshoff, John Gottowt, Gustav Botz, Max Nemetz, Wolfgang Heinz, Albert Venohr, Guido Herzfeld, Hardy von François

Sinopse

Hutter (Gustav von Wangenheim), agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock (Max Schreck), que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen (Greta Schröder), a esposa de Hutter, pois Orlock está atraído por ela.

Comentários

O comentário transcrito abaixo foi extraído do site kollision e foi muito bem elaborado, valendo sua reprodução como forma de elogio.
 
"Para quem conhece a história de Drácula e suas inúmeras variações como adaptações cinematográficas, não há grande mistério no enredo deste clássico do cinema mudo. Os nomes dos personagens principais e alguns conceitos da história foram alterados, apenas isso.

A ambientação do filme é extremamente eficiente, com uma fotografia monocromática e granulada que se alterna o tempo todo entre os tons azuis (que simbolizam a noite) e os tons claros e amarelos (que simbolizam o dia). Até mesmo um trecho de filme em negativo foi incluído pelo diretor Murnau. Contrariando a vertente expressionista na qual o filme se insere, há belas tomadas ao ar livre, algumas delas de uma textura dantesca e horripilante, como árvores se projetando aos céus e desfiladeiros e cumes que se estendem pelo horizonte. O clima fúnebre que domina a parte anterior ao clímax, quando a chamada "praga" toma conta da cidade, é muito bem construído e simbolizado pela fila de aldeões carregando os caixões a passos lentos e pesados.

 Max Schreck entrega uma performance intocável. Repugnante e assustador, seu vampiro é capaz ainda de provocar pena em algumas seqüências, para dali a pouco causar repulsa ao se mostrar um simples parasita, imóvel diante da câmera enquanto se alimenta de sua vítima desfalecida.

Nosferatu, é o primeiro filme de vampiro da história do cinema. Dirigido por Friedrich Wilhelm Murnau, um dos principais cineastas do chamado "expressionismo alemão", movimento que teve seu apogeu na década de 20 e influenciou gerações de cineastas nos anos vindouros. Baseado livremente no livro de Bram Stoker (Drácula), o filme enfrentou problemas de distribuição por não ter tido o aval da viúva do escritor, e quase desapareceu da face da Terra antes mesmo que atingir o status de clássico que possui hoje."

Fonte : kollision.biz e adorocinema.com