segunda-feira, 27 de maio de 2013

Fotógrafos - Alfred Eisenstaedt


Alfred Eisenstaedt (Dirschau, 6 de Dezembro de 1898 — Nova Iorque, 24 de Agosto de 1995) foi fotógrafo e fotojornalista norte-americano.

Nascido na antiga Prússia, aos oito anos a família mudou-se para Berlim, na Alemanha, onde ficou até ao momento em que Adolf Hitler chegou ao poder. Aos catorze anos um tio ofereceu-lhe uma câmara fotográfica, uma Eastman Kodak nº 3 (uma câmara de fole). Três anos mais tarde foi recrutado para o exército alemão. Em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, uma explosão de uma granada afectou-lhe ambas as pernas. Foi o único sobrevivente do ataque e foi mandado ferido para casa. Levou cerca de um ano até poder caminhar de novo sem ajuda, e foi durante a recuperação que se interessou novamente pela fotografia.

Como freelancer, trabalhou para a Pacific and Atlantic Photos, que se transformaria na famosa Associated Press em 1931. Por essa altura, começou a trabalhar com uma leica, uma câmara inovadora de 35 mm que tinha sido inventada quatro anos antes. Em 1933 foi enviado para Itália para fotografar o primeiro encontro entre Hitler e Mussolini. O seu estilo agressivo fez com que conseguisse chegar até aos dois ditadores e consequentemente fotografá-los. Dois anos depois da subida de Hitler ao poder, emigra para os Estados Unidos da América.

Eisenstaedt recebeu inúmeros prêmios. A cidade de Nova York nomeou um dia em sua honra, o presidente George Bush entregou-lhe a Medalha Presidencial das Artes, o ICP (Internacional Center of Photography) atribuiu-lhe o prêmio Masters of Photography, entre outros. Nos seus últimos tempos de vida continuou a trabalhar, supervisionando a impressão das suas fotografias para futuras exposições ou livros.

Curiosidades do cinema

1.Existe uma película inédita de Star Wars.

George Lucas só pode ter tido um choque cerebral que fundiu os seus neurônios. Só assim para explicar que em 1978, depois da estréia do filme lhe ocorresse rodar para a televisão uma delirante aventura natalina "Star Wars: Holiday Special". O filme começa com Chewacka viajando a seu planeta natal para passar as festas natalinas em família, esta primeira parte do filme é completamente falada em Wockie, porteriormente aparecem o resto dos personagens e a película se converte em... um musical! Era tão ruim, mas tão ruim, que nenhuma televisão quis comprar os direitos de transmissão.

2.Bruce Lee foi o único ator com clones.

A estrela das artes marciais conseguiu protagonizar 4 películas depois de sua prematura morte. Para exprimir a lenda ao máximo as duas grandes produtoras de Hong Kong rodaram várias dezenas de películas protagonizadas pelos clones do ator aos que batizaram com nomes como Bruce Le, Bruce Li, Bruce Liu... alguns lembravam o famoso lutador, mas outros não pareciam nem um pouquinho, tinha um que nem era chinês, inclusive era loiro.

3.Alguns gangsters foram grandes cinéfilos.

Al Capone foi ao cinema ver Scarface - A Vergonha de uma Nação (1932 - Howard Hawks) várias vezes, filme de gangsters baseado em sua vida. E John Dillinger foi crivado de balas pelo FBI quando saia de uma sala de cinema que projetava uma película muito apropriada para "o Inimigo publico numero um" 1934.

4.Mudanças de Sexo.

Kenji Mizoguchi, mestre do cinema japonês começou sua carreira como Oyama, nome que recebem os homens especializados em interpretar papéis de mulher. Curiosamente no japão existe um gênero chamado Takarazuka no que só atuam mulheres e no que, em alguns casos, também interpretam papéis masculinos.

5.O filme com mais palavrões.

"Scarface, a força do poder" (1983 - Brian De Palma), remake de filme homônimo de 1932 realizado por Howard Hughes, é o filme com mais palavras malsonantes, um total de 203, dando uma média de um palavrão a cada 29 segundos. "Fuck you, son of a bitch", na boca de Tony "Montana" é música.

6.Casais Impossíveis.

O filme Alien vs Predator 2 traz à lembrança um gênero meio esquecido, o Crossover, que consiste em juntar dois mitos numa mesma história. Assim então o crossover já teve casais dos mais disparatados, tais como Drácula vs Frankenstein, Drácula vs Billy the Kid e inclusive Bruce Lee vs Emmanuelle um dispautério onde não aparecia nem o Bruce Lee e nem a Sylvia Kristel e que misturava artes marciais com pornochanchada.

7.A primeira película sonora.

O potencial da nova tecnologia foi mal aproveitada no primeiro filme, a parte falada do filme "Jazz Singer" constava de apenas 3 cenas que não passavam de 10 minutos, naquele tempo os produtores acreditavam que ninguém poderia agüentar um filme com mais de uma hora de diálogo.

Fonte: www.mdig.com.br

domingo, 26 de maio de 2013

Poemas - Fernando Pessoa

Viajar? Para viajar basta existir.

 Viajar? Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são.

Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir.“Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfuhl, te levará até ao fim do mundo.” Mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o mesmo Entepfuhl de onde se partiu. Na realidade, o fim do mundo, como o princípio, é o nosso conceito do mundo. É em nós que as paisagens têm paisagem. Por isso, se as imagino, as crio; se as crio, são; se são, vejo-as como às outras. Para quê viajar? Em Madrid, em Berlim, na Pérsia, na China, nos Polos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e gênero das minhas sensações?

A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.

Livro do Desassossego por Bernardo Soares. Vol.II. Fernando Pessoa.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Concurso de fotografia Alemanha no Brasil




A Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, em parceria com o DZT (Centro de Turismo Alemão) e o Club Transatlântico, promove o concurso de fotografia "Alemanha no Brasil: um espelho em fotos". O projeto faz parte das atividades da Temporada Alemanha+Brasil 2013-2014, e busca a aproximação dos dois países por meio da fotografia e do turismo. O objetivo do concurso é a interpretação de cinco fotos-base, promovendo um espaço criativo para os brasileiros, estimulando o turismo, a interação entre as duas culturas e destacando a presença alemã no Brasil.


Os autores dos cinco melhores trabalhos ganharão uma viagem ao país europeu, com tour pelos locais apresentados nas fotos-base. Os participantes devem ser brasileiros ou residentes no Brasil, e poderão concorrer com fotografias que abordem, representem ou mais se aproximem dessas fotografias, categorizadas em temas:


Cultura

Economia

Esporte

Sociedade

Turismo


As fotos válidas para o concurso devem ser feitas em território brasileiro.

Cada uma das cinco categorias terá um vencedor, escolhido a partir de duas etapas: votação pública online no hotsite do concurso (www.alemanhanobrasil.com.br) de 16 de maio a 2 de setembro e posterior avaliação de banca julgadora liderada pelo artista e fotógrafo Caio Reisewitz.

O prêmio é uma viagem de 10 dias para a Alemanha com tour guiado por profissionais do DZT pelos locais apresentados nas fotografias originais.

Ao final do concurso, será organizada ainda uma exposição no Club Transatlântico, em São Paulo, com as fotos originais, as fotos premiadas e as fotos tiradas pelos ganhadores em sua viagem.


Para se inscrever, os interessados devem acessar o site www.alemanhanobrasil.com.br/participe e fazer o cadastro. Ao registrar-se, cada participante poderá concorrer com até três fotografias para cada categoria, enviando esse limite de arquivos no tamanho de 3 a 5 megabytes por imagem a qualquer tempo e hora entre 16 de maio e 30 de agosto.









Cronograma

- Lançamento e início do concurso: 16 maio de 2013

- Prazo de inscrição: 16 de maio a 30 de agosto de 2013

- Votação online: 16 de maio a 2 de setembro de 2013

- Comunicado aos selecionados em votação pública: 4 de setembro de 2013

- Avaliação da banca julgadora: entre 5 e 11 de setembro

- Comunicado aos vencedores: 12 de setembro

- Cerimônia de premiação: 26 de setembro

- Viagem à Alemanha: ida em 28 de setembro e volta em 6 de outubro

- Vernissage da exposição: 28 de novembro de 2013


quarta-feira, 22 de maio de 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Technews - FotoDNA

A artista Heather Dewey-Hagborg, que mora atualmente no Brooklyn, em Nova York, coleta unhas cortadas, fios de cabelo, chicletes mastigados e bitucas de cigarros para obter o DNA de alguém.E com esse tipo de material ela tenta recriar o rosto da pessoa que colou o chiclete no ponto de ônibus, baseado em seu código genético. As esculturas são modeladas em um software criado por Dewey-Hagborg e, depois, produzidas em impressoras 3D.

Infelizmente, o rosto não é exatamente igual ao do detentor do fio de cabelo ou do toco de cigarro, já que a artista leva em conta apenas três traços para a construção da escultura: sexo, cor dos olhos e etnicidade proveniente da mãe.

De acordo com a Discovery News, novas marcas genéticas serão adicionadas em breve, como forma de expandir o projeto. Entre elas estão a presença de sardas ou a possibilidade de a pessoa ser ou não obesa, o que tornaria o resultado final mais realista.

Fonte: Texto resumido e adaptado - Discovery News

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Augusto Malta


Augusto César Malta de Campos (1864-1957)

Foi um dos mais importantes fotógrafos do Brasil no final do século XIX e início do século XX. Seu trabalho como fotógrafo oficial do Distrito Federal (então no Rio de Janeiro) entre as décadas de 1900 e 1930, nomeado por Pereira Passos, permitiu criar um gigantesco acervo que documentou as transformações pelas quais passou a capital do Brasil no início do século XX.

Nascido na província de Alagoas, mudou-se para a Corte Imperial aos 24 anos, em 1888, e foi trabalhar com comércio de tecidos. No ano seguinte, foi proclamada a República e o Rio passou a ser "Distrito Federal". A partir de 1900, Malta interessou-se pela fotografia, então praticada e divulgada na cidade por Marc Ferrez e exerceu a atividade como amador. Em 1903, foi nomeado fotógrafo oficial da Intendência do Distrito Federal por Pereira Passos, de quem se tornou amigo pessoal. Exerceu o cargo até 1936.

Entre os fatos documentados por sua obra estão a demolição do Morro do Castelo, a Revolta da Vacina, a inauguração da Avenida Central (hoje Rio Branco), a Exposição Nacional de 1908, a Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922 e a inauguração da estátua do Cristo Redentor. Também registrou imagens da vida cotidiana, a arquitetura, as alterações urbanísticas (como as primeiras favelas), manifestações culturais como festas, o carnaval, as "Batalhas das Flores" e desfiles cívicos e militares.

A maior parte de suas fotografias encontra-se dividida entre o Museu da Imagem e do Som e o Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro. São, ao todo, 80 mil fotos, incluindo 2.600 negativos em vidro e 40 panorâmicas.

Faleceu com 93 anos de idade, no Hospital da Ordem Terceira da Penitência, no Rio de Janeiro.

domingo, 19 de maio de 2013

Fernando Pessoa


Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.

Fernando Pessoa