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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Alexandre Promio

Jean Alexandre Louis Promio, nasceu em Lyon a 9 de Julho de 1868 e morreu a 24 de Dezembro de 1926 em Asnières-sur-Seine, que juntamente com Félix Mesguich são considerados como os primeiros repórteres do cinema.

De origem italiana começa a interessar-se pela fotografia e pelo novo cinematógrafo pelo que entra em contato com os irmãos Lumière em 1896, que o mandam a Espanha, onde são filmadas pela primeira vez cenas da Plaza del Puerto em Barcelona, Puertas del Sol Madrid, onde recebe um apoio importante por parte da rainha regente que lhe permite filmar paradas militares.

Entre Junho de 1896 e Setembro de 1897 faz a volta ao mundo para constituir o catálogo de imagens dos irmãos Lumière e de onde traz filmagens tão diversas como de New York, Chicago, as quedas do Niágara, mas é na Itália que filma o que o tornou célebre, os travellings chamados nessas época em frança, Panorames:


Panorame du Grand Canal filmado de um barco
Panorame de la place Saint-Marc

Teve fascínio pelo "périphote", aparelhos para a tomada de fotos em 360º sendo as fotografias projetadas no "photorama" (patenteado pelos irmãos Lumière em 1900). Depois de dois anos de operação, Alexander Promio, sem dúvida, pensando para o futuro desta nova invenção constituiu a Sociedade do Périphote e Photorama para explorar a divulgação de fotos panorâmicas. Os resultados não ficaram à altura das esperanças suscitadas.

Doente estabeleceu-se perto de Paris. Sua última aparição pública datada de 15 de junho de 1925 foi no discurso de Louis Lumière na Academia de Ciências. Ele parece ter lidado com a Companhia Fiot nos últimos anos de vida. Ele morreu em sua casa em 24 dezembro de 1926, mas a imprensa especializada anunciou sua morte somente quatro meses depois.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

James Williamson

James Williamson (1855 - 1933) foi um cineasta e produtor de equipamentos para o cinema em seus primórdios.

Williamson nasceu perto de Kirkcaldy, Fife, e cresceu em Edimburgo. Em 1868, mudou-se para Londres, onde ele era um aprendiz de um farmacêutico e comprou sua própria farmácia em 1877. Em 1886, ele se mudou para Hove em Sussex.

Williamson inicialmente fazia filmes para outros cineastas, porém logo começou a produção de suas próprias filmagens com características próprias. Mais tarde, ele entrou no negócio de fabricação de equipamentos de cinema com seu filho Stuart, que era engenheiro.

Williamson usava em suas filmagens o recurso  de junção de planos diferentes e estabeleceu a gramática básica do cinema, antecedendo o uso de Edwin Porter da mesma técnica por dois anos. Filmes de Williamson de 1901, "Fogo!" e "Pega ladrão!", foram claramente inspirações para Porter em "A vida de um bombeiro americano" e "The Great Train Robbery", ambos feitos em 1903.

Um de seus filmes mais notáveis e inovadores foi o Big Swallow (1901), em que um homem "come" o cineasta e sua câmera. Ele lentamente se aproxima do transeunte que está incomodado com a sua filmagem e vai andando até um extremo close-up em que sua boca escancarada preenche a tela, que fica preta. Neste momento, inicia-se um segundo plano onde vemos o cineasta caindo para dentro da goela do personagem; o cineasta passa para o campo de visão da tela e deixa de ter o seu ponto de vista associado ao nosso.Num terceiro plano, vemos o homem afastando-se, mastigando o cineasta e sua câmera, explodindo em gargalhada.

Simplesmente maravilhoso.

Star Wars vai ser filmado em película



A franquia Star Wars está sendo administrada pela Disney e parece que a saga vai incorporar uma nova filosofia de trabalho.

Conhecido por filmar todos seus projetos em película, o diretor JJ Abrams afirmou que vai continuar trabalhando da mesma maneira no próximo capítulo da história. Ao que tudo indica, o novo longa-metragem vai ser gravado usando filmes produzidos pela Kodak, deixando de lado as técnicas digitais empregadas nos episódios II e III.

A decisão de utilizar métodos mais tradicionais teria como objetivo preservar o estilo visual visto nos capítulos que deram início à saga — justamente aqueles considerados melhores pela maioria dos fãs. Embora os métodos digitais ganhem cada vez mais espaço, diretores consagrados como Abrams e Christopher Nolan continuam utilizando películas tradicionais por considerar que elas possuem uma qualidade inigualável.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Ferdinand Zecca

Ferdinand Louis Zecca (1864 - 1947) diretor, ator, roteirista e produtor de cinema francês pioneiro, autor de Histoire d'un crime. Dirigiu pelo menos 154 filmes ao longo de sua carreira.

Trabalhava como animador de café concerto, no Teatro Ambigu antes de ser contratado por Charles Pathé, durante a Exposição Universal de 1900, para trabalhar na cinematografia. Zecca rapidamente se tornou no homem de confiança de Pathé ao demonstrar uma grande capacidade comercial.

Realizou filmes de todo o gênero: comédias, filmes religiosos, históricos, "atualidades reconstituídas", cinema fantástico, ao modo de Georges Méliès, e, principalmente, filmes de caráter realista e melodramas ao gosto popular. Alguns dos seus filmes foram adaptações de romances de Émile Zola, como La Grève. Histoire d'un crime é considerado por muitos como a sua obra prima.

Em Le muet mélomane, de 1899, Zecca utilizou som sincronizado com um fonógrafo, de modo que pode utilizar efeitos sonoros cômicos pela primeira vez na história do cinema. É de Zecca, também, o primeiro flash-back do cinema, em Histoire d'un crime.

Foi um dos primeiros diretores a utilizar a "Montagem alternada", que  baseia-se na apresentação de duas ou mais ações separadas, mostradas em alternância, que serão percebidas como uma só ação em simultâneo, a qual reúne os vários elementos das duas ações. Pode haver ou não um objetivo de comparação entre as duas ações, usado em seu filme de 1907 "Le cheval emballé", filme que serviu de base para D.W. Griffith produzir "The curtain pole de 1909.

Trabalhou com alguns notáveis representantes do cinema pioneiro, como Lucien Nonguet (autor de La Révolution en Russie (um filme sobre a revolução de Odessa, que seria imortalizada depois no Encouraçado Potemkin de Sergei Eisenstein, Gaston Velle (criador de efeitos especiais), André Heuzé, entre outros.

Durante a Primeira Guerra Mundial geriu a filial da Pathé nos Estados Unidos. De volta a França, fundou e dirigiu a seção de formato reduzido, que receberia o nome de "Pathé-Baby".

A partir de 1906, Zecca deixou de realizar e passou apenas a produzir os seus filmes.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Vittorio De Sica

Vittorio De Sica (1901 — 1974) foi um dos mais importantes diretores e atores do cinema italiano.

Como ator estreou em 1932, no filme Dois Corações Felizes. Como diretor sua estreia foi em 1939, com o filme Rosas Escarlates. Em 42 anos de carreira recebeu três prêmios Oscar de melhor filme estrangeiro: em 1946 por Vítimas da Tormenta, em 1948 por Ladrões de Bicicletas, e em 1971 por O Jardim dos Finzi-Contini.

Em 1948, realizou um dos seus mais conhecidos filmes, Ladri di Biciclette (Ladrão de Bicicletas), adaptação do romance de Luigi Bartolini, considerado um dos filmes mais realistas da história do cinema, um drama passado no pós-guerra sobre um homem e o seu filho que procuram a sua bicicleta roubada, imprescindível para o seu trabalho.

O cinema americano também se rendeu ao modelo de De Sica, sobretudo o cinema independente no início da década de 1960, com a câmera mais solta, a luz estourada e o tom provocadoramente realista das atuações.

Alguns dos tipos perdedores do início da carreira de Woody Allen ecoam claramente os dos filmes do cineasta. Sua influência se nota também em produções recentes, como Menina de Ouro, de Clint Eastwood, ganhador do Oscar de 2004 - o treinador de boxe decadente e sua infeliz pupila parecem saídos de uma produção neo-realista.

A Nouvelle Vague francesa também deve muito a De Sica. André Bazin, uma das figuras de proa do movimento que revelou os diretores Jean-Luc Godard e François Truffaut, escreveu longos artigos na revista Cahiers du Cinéma exaltando o diretor italiano. Lá, ele aponta como as filmagens feitas na rua em filmes como Os Incompreendidos (1959), de François Truffaut, e Acossado (1960), de Jean-Luc Godard, usam as técnicas de De Sica.

Após a década de 1940, a carreira do diretor italiano declinou. Como o escritor russo Fiodor Dostoiévski, ele era viciado em jogo. Para pagar suas dívidas, atuou em várias produções baratas e dirigiu muitos filmes ruins. Conquistador compulsivo, o cineasta também gastava com mulheres, e tinha que sustentar os três filhos de seus dois casamentos. A vida atribulada pode ter atrapalhado a criação artística, mas nada muda o fato de que o legado de Vittorio De Sica é um dos mais importantes da história do cinema. É considerado o precursor do neorrealismo italiano.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Federico Fellini

Federico Fellini (1920 — 1993) foi um dos mais importantes cineastas italianos.

Fellini ficou eternizado pela poesia de seus filmes que mesmo quando faziam sérias críticas à sociedade, não deixavam a magia do cinema desaparecer. Fellini ficou famoso pela estrutura cult de seus filmes. Geralmente fazia críticas ao totalitarismo, marxismo, à Igreja Católica (Fellini chegou às vezes até a elogiá-la apesar das críticas que ele fazia à Igreja), capitalismo e a influência americana nos costumes de outros países, principalmente na Itália.

Começou como jornalista em Florença, na revista de humor "Marc Aurelio", demonstrando ser excelente desenhista e caricaturista. Logo depois, passou a escrever pequenos roteiros e piadas para comediantes. Seus mestres no cinema foram Rossellini, para quem trabalhou em vários projetos.

Fellini escrevia roteiros, mas sempre a contragosto. Dizia que era uma pena transformar em palavras o que, na verdade, deveria ser transportado diretamente da sua imaginação para o filme. Gostava de improvisar, de trabalhar com não-atores e de não planejar muito sistematicamente sua rotina de trabalho.

Fellini não se sentia à vontade com cobranças ideológicas: "Minha natureza não é política; e o discurso político me confunde na maioria das vezes. Não o compreendo. Mas confesso isso como uma fraqueza, como uma de minhas carências."

terça-feira, 30 de julho de 2013

François Truffaut

François Truffaut (1932 — 1984) cineasta francês. Um dos fundadores do movimento cinematográfico conhecido como Nouvelle Vague e um dos maiores ícones da história do cinema do século XX, em quase 25 anos de carreira como diretor Truffaut dirigiu 26 filmes, conseguindo conciliar um grande sucesso de público e de crítica na maior parte deles.

Menino problema, cinéfilo radical, crítico de cinema militante e, aos 27 anos, diretor consagrado no Festival de Cannes com seu primeiro longa “Os Incompreendidos” (Les 400 Coups, 1959), François Truffaut deu aos seus filmes muito do que vivia na própria vida.

Como crítico e membro fundador da revista Cahiers du Cinema, questionou com fúria juvenil o cinema francês vigente na época, abrindo espaço para a "Nouvelle Vague” que aconteceu principalmente com ele mesmo, Jean Luc Godard, Eric Rhomer, Alain Resnais e Claude Chabrol. O movimento rompia com o sistema tradicional implantado pela industria cinematográfica e defendia a produção de filmes autorais, intimistas e de baixo orçamento, com a idéia de que o diretor é o principal criador de um filme e deve ter total liberdade para concebê-lo.

Junto com Jean-Luc Godard, Truffaut foi uma das mais influentes figuras do novo cinema francês e inspirou cineastas como Steven Spielberg, Quentin Tarantino, Brian De Palma e Martin Scorsese.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Fritz Lang

Friedrich Anton Christian Lang, conhecido como Fritz Lang (1890 – 1976) foi um cineasta, argumentista e produtor nascido na Áustria, mas que dividiu sua carreira entre a Alemanha e Hollywood, considerado como um dos mais famosos nomes da escola do expressionismo alemão, uma estética que dá vazão às reações subjetivas, criadas por objetos e cenários de grande intensidade visual, explorando as distorções e o uso do preto-e-branco.

Fez numerosas viagens (África do Norte, Próximo Oriente, China, Japão…) que lhe desenvolveram o gosto pelos ambientes exóticos que magistralmente retratou nos seus filmes.De regresso à Alemanha, participou na Primeira Guerra Mundial e foi gravemente ferido, tendo perdido um olho. No hospital, onde permaneceu longo tempo, começou a escrever roteiros para Joe May os quais eram dotados de um forte grafismo, no campo do fantástico e do demoníaco. O êxito desses argumentos levou a que fosse convidado para realizar filmes.

Entre 1919 e 1920, Lang lançou uma série de filmes intitulados "Die Spinnen", que o tornaram conhecido. Em 1922 estreou "Dr. Marbuse", um estudo sobre uma mente criminosa. Nesse mesmo ano casou-se coma atriz e escritora Thea von Harbou, autora de "Metropolis" - livro que deu origem a um dos filmes mais famosos de Lang. Dois anos depois, realizou "Os Nibelungos", baseado num romance medieval.

Nos E.U.A.começa a sua fase mais incompreendida. A crítica que unanimemente tinha enaltecido os seus filmes alemães, era agora também quase unânime a subvalorizar as obras que realizava nos Estados Unidos, argumentando que Lang se teria subjugado aos produtores americanos, desperdiçando o seu talento em filmes comerciais. Só na década de 50 se percebeu a injustiça, quando uma boa parte dessa crítica começou a reconhecer a grande qualidade da maioria dos filmes dirigidos pelo cineasta alemão em Hollywood. Ele foi um dos primeiros cineastas a dirigir "Marilyn Monroe" no filme "Só a mulher peca", "Clash by night".


Metropolis foi o filme mais caro de sua época, e um marco do expressionismo alemão. Durou quase 1 ano e meio pra ser feito e envolveu cerca de 37 mil extras e mostrava um futuro distópico que influenciou gerações de escritores e cineastas até hoje, e deu fruto a filmes, jogos e livros como 1984, Blade Runner, Robocop, Final Fantasy 7, Bioshock, Bastardos Inglórios, o movimento Steampunk, o cinema Noir, entre outros.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Akira Kurosawa

Akira Kurosawa,(1910 – 1998) foi um dos cineastas mais importantes do Japão, e seus filmes influenciaram uma grande geração de diretores do mundo todo.

Em sua infância expressava tal fragilidade a ponto de chegar a ser chamado pelo humilhante apelido de Kompeito-san, uma alusão aos confeitos que se derretiam. Aquele menino sensível se desmanchava em lágrimas diante da rigidez do sistema educacional japonês. Contradições de um espírito com inequívoca vocação para o conflito. Um cineasta com fama de rígido, mas de cujas mãos surgiram obras primas delicadas e de rara beleza.

Descendente de uma família de samurais, passou a vida confeccionando sonhos em celuloide.Transcendeu a gêneros, períodos e nacionalidades, sem jamais relegar a segundo plano a sua própria cultura, aquele peculiar jeito nipônico, manifestado na movimentação dos atores, nas caracterizações de personagens de teatro Nô. Mas nada se compara a seu amor pela personalidade controversa e pela obra genial de Vincent Van Gogh. O episódio “Os Corvos”, do filme Sonhos, é uma amostra de um desejo manifesto que Kurosawa deixou irrealizado: filmar a biografia do pintor holandês.

Com uma carreira de cinquenta anos, Kurosawa dirigiu 30 filmes. É amplamente considerado como um dos cineastas mais importantes e influentes da história do cinema. Em 1989, foi premiado com o Oscar pelo conjunto de sua obra.O mais tocante e belo em toda a obra de Kurosawa está justamente na grandeza de sentimentos. Seus últimos filmes, Sonhos, Rapsódia em Agosto e Madadayo são pinceladas intimistas sobre a velhice, a morte, o tempo.

Cidadão do mundo, Kurosawa bebeu na arte e na cultura ocidentais, sem maiores temores. “Não importa para onde eu vá, e embora não fale outra língua, nenhum lugar é estranho o suficiente para mim. Sinto que a Terra é meu lar”, disse em seu “Relato Autobiográfico” (publicado no Brasil pela editora estação Liberdade).

Fonte: cinecafesorocaba, wikipedia

terça-feira, 9 de julho de 2013

Andrei Tarkovski

Andrei Arsenyevich Tarkovski (1932-1986) , filho do poeta russo Arseni Tarkovski, autor de muitos dos poemas recitados em seus filmes. Tendo se formado em Geologia, abandona a profissão para se dedicar ao cinema, iniciando sua carreira ao entrar no Instituto Central de Cinema da URSS (VGIK) em 1956. Em 1960 dirige seu primeiro filme um média metragem de 44 minutos ( O Rolo Compressor e O Violinista) e em 1962 ganha o Leão de Ouro do Festival de Veneza com o seu segundo trabalho, A Infância de Ivan.
 
Considerado persona non grata pelo governo da ex-União Soviética, desde o início de carreira, o cineasta não abria mão de suas obsessões. Quando fez Solaris, considerado seu melhor trabalho, que é um filme sobre um planeta oceânico dotado de inteligência, capaz de fazer os astronautas de uma expedição materializarem os sonhos mais ocultos, recebeu elogios de Akira Kurosawa, que considerou o filme assustador.

Poeta, filósofo, cineasta, Tarkovski tinha idéias bastante claras sobre os segredos da sua arte. Por exemplo, ele dividia os cineastas em dois grupos: aqueles que procuram reproduzir o mundo à sua volta e aqueles que, numa direção oposta, criam seu próprio mundo particular. “Geralmente, estes são os poetas”, dizia ele.

Para Tarkovski, uma das grandes particularidades da arte, é sua intenção de persuadir as pessoas não através de argumentos racionais, mas sim a partir do impacto emocional. A arte tem de ser sentida, pois o artista a impregnou como uma energia que transcende a razão de um diálogo meramente jornalístico.

Quando instado a explicar o sentido de seus filmes, ele respondia com a seguinte metáfora: "Você olha um relógio. Ele funciona, mostra as horas. Você tenta compreender como ele funciona e o desmonta. Ele não anda mais. E no entanto essa é a única maneira de compreender..."

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ingmar Bergman

Ernst Ingmar Bergman (1918 — 2007), dramaturgo e cineasta sueco.

Estudou na Universidade de Estocolmo, onde se interessou por teatro e, mais tarde, por cinema. Iniciou a carreira em 1941, escrevendo a peça teatral "Morte de Gaspar". Em 1944, desenvolveu o primeiro argumento para o filme "Hets" e realizou o primeiro filme em 1945, "Kris".

Bergman foi a figura mais destacada do cinema escandinavo, fez "Jogos de Verão" (1950) e "Um Verão com Mônica" (1952). Seus filmes eram estrelados por seus atores favoritos: Max Von Sydow, Liv Ullmann, Harriet Anderson, Gunnar Bjornstrand e Bibi Anderson. O amplo conjunto de sua obra engloba desde a comédia leve ao drama psicológico ou filosófico mais profundo.

Nos anos 60, seus filmes foram ficando cada vez mais profundos, com imagens psicológicas criadas a partir dos próprios sentimentos e da visão do diretor, caso de "Persona" (66), "O Silêncio" (1963) e "A Hora do Lobo" (1968).

Ao contrário dos filmes americanos da época, que faziam tudo para chamar a atenção, Bergman preferia os tons suaves, a sutileza dos movimentos, o tempo da reflexão. Os recursos técnicos que utilizava eram os flashbacks e as sequências de sonhos e visões.

Seus filmes da década de 70 não foram tão elaborados, mas nem por isso são menos geniais. São os casos de "Gritos e Sussurros" (1972), "Flauta Mágica" (1974), "O Ovo da Serpente"(1977) e "Sonata de Outono" (1978), com a atriz Ingrid Bergman. Em 1983, ganhou pela terceira vez o Oscar de melhor filme estrangeiro por "Fanny e Alexander", uma recriação de sua própria infância.

Talvez o melhor comentário sobre Ingmar Bergman tenha partido de Jean-Luc Godard:

"O cinema não é um ofício. É uma arte. Cinema não é um trabalho de equipe. O diretor está só diante de uma página em branco. Para Bergman estar só é se fazer perguntas; filmar é encontrar as respostas. Nada poderia ser mais classicamente romântico". (Jean-Luc Godard, "Bergmanorama", Cahiers du cinéma, Julho – 1958).

Fonte: cinesorocaba e wikipedia


terça-feira, 25 de junho de 2013

Serguei Eisenstein

Serguei Mikhailovitch Eisenstein (1898 - 1948) foi um dos mais importantes cineastas soviéticos.

Relacionado ao movimento de arte de vanguarda russa, participou ativamente da Revolução de 1917 e da consolidação do cinema como meio de expressão artística.

Notabilizou-se por seus filmes mudos A Greve, O Encouraçado Potemkin e Outubro, assim como os épicos históricos Alexandre Nevski e Ivan, o Terrível. Sua obra influenciou fortemente os primeiros cineastas devido ao seu uso inovador de escritos sobre montagem.

“O Encouraçado Potemkin”, tão (ou mais) importante que “Cidadão Kane” na história do cinema foi filmado em apenas 2 meses e montado com extraordinário apuro técnico.Logo após fez “Outubro”, menos narrativo, demonstrando sua “Teoria da Montagem de Atrações”, até hoje modelo para filmes experimentais e trabalhos de vídeo-arte.

Graças ao sucesso extraordinário do “Potemkin”, foi chamado pela MGM e, junto com seus colaboradores Alexandrov e Tissé, embarcou para os Estados Unidos. Só que deu tudo errado. Seus projetos não decolavam, apesar de ter amigos poderosos como Chaplin e Flaherty. Eisenstein resolveu então afastar-se de Hollywood e fazer “Que Viva México”, uma obra ambiciosa sobre a história de um país e sua cultura. Infelizmente, as filmagens foram interrompidas por problemas financeiros, e o material, mais tarde, caiu em mãos gananciosas e pouco inspiradas.

Voltou ao seu país e quando sua carreira parecia perdida, entretanto, recebeu a ordem de filmar “Alexandre Nevski”, como uma peça de propaganda anti-germânica (Hitler crescia e ameaçava invadir a União Soviética).

E, assim como já fizera no “Potemkin”, Eisenstein construiu uma obra-prima que está acima da ideologia. A cena da batalha no gelo é antológica, tanto pela fotografia maravilhosa, quanto pela habilidade narrativa.

Fonte: wikipedia, terra cinema

terça-feira, 18 de junho de 2013

F.W. Murnau

Friedrich Wilhelm Murnau(1888-1931), ou simplesmente F. W. Murnau.

Foi um dos mais influentes cineastas alemães da era do cinema mudo, e uma figura proeminente no movimento expressionista no cinema alemão durante a década de 1920. Nascido em Bielefeld, Murnau foi grandemente influenciado por Schopenhauer, Nietzsche, Shakespeare e Ibsen, peças que ele tinha visto aos 12 anos de idade. Era amigo com do diretor Max Reinhardt.

Iniciou a carreira no cinema em 1919. Em 1920, realizou uma versão do “Médico e o Monstro” de Robert L. Stevenson, “Der Januskopf”.

Atualmente a obra mais conhecida de Murnau foi o seu filme de 1922 "Nosferatu", uma adaptação do Drácula de Bram Stoker. Apesar de não ser um sucesso comercial, devido a questões de direitos autorais com o romance de Bram Stoker, o filme foi considerado uma obra-prima da arte expressionista.

A obra mais importante de Murnau foi o filme “Aurora”, de 1927, considerado um dos ponto altos do cinema ocidental.

Juntamente com o documentarista pioneiro Robert Flaherty, viajou para Bora Bora fazer o filme "Tabu" em 1931. Flaherty deixou o filme após disputas artísticas com Murnau, que teve de terminar o filme por conta própria. O filme foi censurado nos Estados Unidos por imagens de mulheres polinésias de seios nus.

Murnau teve muita influência nos diretores americanos da década de 20 e contribuiu para o avanço da linguagem cinematográfica com várias inovações nas formas de realizar as tomadas e uso de recursos de efeitos especiais.

Murnau morreu num desastre de automóvel, depois de realizar as filmagens de “Tabu”, na Polinésia.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Luis Buñuel

Luis Buñuel (1900 — 1983) foi um realizador de cinema espanhol, nacionalizado mexicano.Trabalhou com Salvador Dalí, de quem sofreu fortes influências na sua obra surrealista.

Interessado pela obra de André Breton e o movimento surrealista, o incorpora no cinema ao realizar sua obra-prima, "Um cão andaluz" (1928), em colaboração com Salvador Dalí.

No decurso da guerra civil espanhola exilou-se na França, partindo em 1938 para os Estados Unidos, estabelecendo-se em Los Angeles. Em 1941 vai trabalhar como conselheiro e chefe de montagem para o Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova Iorque.
A oportunidade de dirigir de novo chegou no México. E ali, com 46 anos começou a realizar filmes de maneira estável pela primeira vez. Filma clássicos como "Os esquecidos" (Los olvidados, 1950), que lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes. O prestígio destes filmes lhe deu reconhecimento mundial e no início da década de 1960 o General Franco o convidou a voltar à Espanha. Aí filmou Viridiana, um manifesto anti-católico que acabou por ser proibido na Espanha, acusado de blasfêmia, apesar de ter ganhado a Palma de Ouro também no Festival de Cannes.A obra cinematográfica de Buñuel, aclamada pela crítica mas sempre cercada por uma aura de escândalo, tornou-o um dos mais controversos cineastas do mundo, porém sempre fiel a si mesmo.
Morreu na Cidade do México em 29 de Julho de 1983 e, conforme os seus desejos, foi cremado e as suas cinzas dispersas.


Fonte: http://cinecafesorocaba.blogspot.com.br e wikipedia

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Curiosidades do cinema

1.Existe uma película inédita de Star Wars.

George Lucas só pode ter tido um choque cerebral que fundiu os seus neurônios. Só assim para explicar que em 1978, depois da estréia do filme lhe ocorresse rodar para a televisão uma delirante aventura natalina "Star Wars: Holiday Special". O filme começa com Chewacka viajando a seu planeta natal para passar as festas natalinas em família, esta primeira parte do filme é completamente falada em Wockie, porteriormente aparecem o resto dos personagens e a película se converte em... um musical! Era tão ruim, mas tão ruim, que nenhuma televisão quis comprar os direitos de transmissão.

2.Bruce Lee foi o único ator com clones.

A estrela das artes marciais conseguiu protagonizar 4 películas depois de sua prematura morte. Para exprimir a lenda ao máximo as duas grandes produtoras de Hong Kong rodaram várias dezenas de películas protagonizadas pelos clones do ator aos que batizaram com nomes como Bruce Le, Bruce Li, Bruce Liu... alguns lembravam o famoso lutador, mas outros não pareciam nem um pouquinho, tinha um que nem era chinês, inclusive era loiro.

3.Alguns gangsters foram grandes cinéfilos.

Al Capone foi ao cinema ver Scarface - A Vergonha de uma Nação (1932 - Howard Hawks) várias vezes, filme de gangsters baseado em sua vida. E John Dillinger foi crivado de balas pelo FBI quando saia de uma sala de cinema que projetava uma película muito apropriada para "o Inimigo publico numero um" 1934.

4.Mudanças de Sexo.

Kenji Mizoguchi, mestre do cinema japonês começou sua carreira como Oyama, nome que recebem os homens especializados em interpretar papéis de mulher. Curiosamente no japão existe um gênero chamado Takarazuka no que só atuam mulheres e no que, em alguns casos, também interpretam papéis masculinos.

5.O filme com mais palavrões.

"Scarface, a força do poder" (1983 - Brian De Palma), remake de filme homônimo de 1932 realizado por Howard Hughes, é o filme com mais palavras malsonantes, um total de 203, dando uma média de um palavrão a cada 29 segundos. "Fuck you, son of a bitch", na boca de Tony "Montana" é música.

6.Casais Impossíveis.

O filme Alien vs Predator 2 traz à lembrança um gênero meio esquecido, o Crossover, que consiste em juntar dois mitos numa mesma história. Assim então o crossover já teve casais dos mais disparatados, tais como Drácula vs Frankenstein, Drácula vs Billy the Kid e inclusive Bruce Lee vs Emmanuelle um dispautério onde não aparecia nem o Bruce Lee e nem a Sylvia Kristel e que misturava artes marciais com pornochanchada.

7.A primeira película sonora.

O potencial da nova tecnologia foi mal aproveitada no primeiro filme, a parte falada do filme "Jazz Singer" constava de apenas 3 cenas que não passavam de 10 minutos, naquele tempo os produtores acreditavam que ninguém poderia agüentar um filme com mais de uma hora de diálogo.

Fonte: www.mdig.com.br

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Klingon é o novo idioma do tradutor da Microsoft



Essa é para os nerds de plantão: a língua Klingon já não é exclusiva dos personagens de Jornada nas Estrelas. O tradutor Bing, da Microsoft, adicionou a língua à lista de idiomas que traduz.

A tradução funciona de qualquer idioma para o klingon, e vice-versa, e chega aos fãs às vésperas da estreia nos cinemas de Star Trek into Darkness, nova produção da sequência, segundo o portal Mashable.

Marc Okrand, criador do idioma, trabalhou junto ao Bing no desenvolvimento da ferramenta de tradução, além de convocar a ajuda de outras 10 pessoas fluentes para treinar os sistemas. O Instituto da Língua Klingon também participou do processo, já que o klingon quebra algumas regras típicas de idiomas tradicionais, como o espanhol ou o italiano, e por isso às vezes é mais difícil de aprender.

Único ponto negativo do tradutor é que ele não oferece a opção de áudio para ouvir a forma de pronúncia da palavra ou frase digitada, espero que resolvam isto.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Cidadão Kane



Cidadão Kane

Gênero:
Drama
Direção:
Orson Welles
Roteiro:
Orson Welles, Herman J. Mankiewicz
Produção:
Orson Welles
Música Original:
Bernard Herrmann
Fotografia:
Gregg Toland
Edição:
Robert Wise
Direção de Arte:
Van Nest Polglase
Figurino:
Edward Stevenson
Guarda-Roupa:
Claire Cramer
Maquiagem:
Mel Berns, Maurice Seiderman
Efeitos Sonoros:
Bailey Fesler, James G. Stewart, John Aalberg
Efeitos Especiais:
Vernon L. Walker
Efeitos Visuais:
Russell A. Cully
Ano:1941

Sinopse

Ao morrer, um político e magnata da imprensa, diz uma palavra: Rosebud. Através de depoimentos contraditórios, tenta-se reconstituir o mistério de sua vida.

Comentários


A cada vez que os críticos se reúnem para votar o resultado é sempre o mesmo. Cidadão Kane de Orson Welles volta a se reconhecido como o melhor filme de todos os tempos. Nem há porque contestar o resultado. É um filme lendário e seminal, certamente grande parte do cinema moderno foi inspirado nele. E para seu criador, diretor, astro, produtor, Orson Welles a maldição foi ter criado sua obra prima quando tinha apenas vinte e seis anos. 


Welles havia ficado famoso no rádio com uma transmissão escandaloso de “A Guerra dos Mundos” que os americanos tinham achado que era uma invasão real de marcianos. Isso o levou a ter carta branca para fazer um primeiro filme, que acabou sendo também um projeto auto-destrutivo, quase suicida.


 Resolveu fazer uma biografia um pouco disfarçada de William Randolph Hearst, magnata da imprensa que como Kane flertou com o nazismo e tentou transformar sua amante de pouco talento Marion Davies em estrela de cinema. Logicamente Hearst não gostou e fez tudo para impedir o sucesso do filme, propôs até mesmo comprar os negativos da fita para destruí-la. Diante dessa pressão é até surpreendente que Cidadão Kane tenha sido indicado ao Oscar de melhor filme e ganhado o de melhor roteiro original.


Fracasso de bilheteria na época, era realmente ousado em seus recursos narrativos. Usava profusamente dos flash backs para reconstruir a vida secreta de quem teria sido Kane, as vezes até mesmo com depoimentos contraditórios e jornais forjados. 


Mas foi na fotografia ajudado pelo grande Gregg Toland que Welles mais experimentou. Principalmente na chamada profundidade de campo, ou seja, mostrando as figuras no primeiro plano tão nítidas quanto no fundo. Um trabalho difícil, que para conseguir isso era necessário utilizar um número enorme de refletores e por uma equipe de montadores que incluíam os futuros diretores Mark Robson e Robert Wise.


 Há outros fatores técnicos para admirar: a utilização criativa do som, os efeitos de contraluz, os elementos simbólicos – as caixas que parecem arranha-céus – movimentos criativos de câmera, o “travelling” vertical mostrando os operários reagindo à falta de talento da Sra. Kane. 


Talvez seu ponto mais fraco seja o elenco, que foi composto por membros do antigo teatro Mercury do rádio. Welles já tinha sua mania de usar excesso de maquiagem para disfarçar seu nariz pequeno. Agnes Moorehead, do seriado A Feiticeira fazia sua mãe, o futuro astro Joseph Cotten era o melhor amigo, outro futuro astro Alan Ladd fazia um dos repórteres. 


Apesar de tudo não é um filme perfeito. Certos críticos reclamam que certos personagens contam incidentes que não poderiam ter observado e o recurso psicológico de “rosebud” pode parecer piegas demais. 


Cidadão Kane é um filme díficil de se ver e talvez não seja o filme de que a gente mais goste, mas certamente é um dos melhores da historia do cinema e do século vinte.